Os planos para os primeiros dias eram simples: somos turistas, queremos ver os sítios dos turistas e começar logo por Times Square. Mais uma vez, estávamos avisados que não era assim tão imponente como imaginávamos, que não era tão intenso e para termos especial cuidado com os roubos, porque ali tendemos a olhar para cima e para as luzes e esquecer o que vai cá em baixo. Na verdade, tínhamos uma lista de sítios para irmos visitar porque sim (em Roma tem de se ver o Papa) e Times Square era o primeiro. Tinha de ser.
Efectivamente não é um sítio enorme como me haviam dito, mas percebo o espanto de quem vai lá, especialmente quem visita sem muitas expectativas como eu. É impressionante na sua magnitude. E ficou a promessa de voltarmos à noite.
Naquele primeiro dia, queríamos essencialmente caminhar pela cidade, sentir o ambiente das ruas, ouvir os barulhos das esquinas. Foi assim que passámos ao lado de Bryant Park, que estava em remodelações e que nos impediu de nos sentarmos na relva como muitas pessoas sugeriram, pois na semana anterior era o palco de uma enorme pista de gelo e na semana seguinte teria as decorações típicas da Páscoa.
Em seguida, passámos pela biblioteca de NY, tão famosa pelos seus filmes e apontamentos, que ficou gravada na minha memória principalmente pelo filme Sex and the City, quando a Carrie se vai casar com o Mr. Big (e aquele vestido incrível). E uma palavra ecoava naquelas paredes brancas: imponente.
Estávamos mesmo ali ao lado da Grand Central Station, um dos sítios que tinha mais curiosidade de visitar. Enquanto o coração batia de entusiasmo por ver aquele lugar, mil histórias começaram a rondar a minha cabeça e logo me senti num filme romântico de domingo à tarde.
Depois de pararmos num sítio próximo para almoçar (obrigada Yelp), caminhámos até ao edifício das Nações Unidas e enquanto passávamos pelos edifícios em Tudor City, lembrámo-nos novamente dos filmes que ali haviam sido filmados, como O Padrinho, Spider Man, Taxi Driver e Scarface, entre outros.
A sede da ONU fica mesmo ao lado do rio East, na Primeira Avenida. Como segunda casa para todos os países que representa, tem privilégios extraterratoriais e, em certa parte, é um pedaço de terra que não pertence aos Estados Unidos e o único edifício no Mundo que contém os lugares cativos para os órgãos principais das Nações Unidas. Nas suas imensas cores, representa os interesses dos países que alberga e facilita actividades diplomáticas.
O primeiro dia acabou com uma visita ao Museu de Arte Moderna, MoMA, que era de entrada livre a partir das 17h de sexta-feira. Armados em poupados e turistas, não podíamos perder e, ainda que tivéssemos gostado muito do museu, não gostámos da "feira" que se pôs ao final da tarde, que nos deixou mais de meia hora à espera para pousarmos os casacos e que nos impediu de vermos algumas exposições que gostávamos, como a da Bjork, que se tinha estreado por ali há pouco tempo. Por isso mesmo, deixo-vos um conselho: percam o amor ao dinheiro e vão lá passar o dia. Serão 25 dólares bem gastos.
Mas desenganem-se aqueles que pensam que o post acabava aqui. Como o segundo dia acordou muito chuvoso e tínhamos mais um museu que queríamos ver em NY, partimos até ao Guggenheim, um daqueles sítios que mais me habitava os suspiros. Tivemos o maior azar desta viagem, porque uma das exposições tinha saído de Serralves (o nosso museu de arte moderna aqui no Porto) há umas semanas e as outras artes não eram muito do nosso agrado. Ainda assim, valeu a pena fotografar aquela espiral branca por dentro.
Quando saímos, ainda demos uma volta pelas redondezas enquanto a chuva nos dava tréguas para caminhar pelas ruas. É esse o maior problema de quem visita NY: tudo tem de ser feito maioritariamente a pé, porque perdemos muito se não andarmos cá em cima. Por isso, se estiver este tempo, não é fácil de vermos aquilo que queremos.
Assim, o segundo dia acabou muito cedo, porque depois de esperarmos para a chuva abrandar, chegámos a apanhar uma molha valente enquanto corríamos para um dos autocarros que atravessava a cidade. Como a chuva teimava em estragar-nos os planos, tivemos de arranjar um plano alternativo, que incluiu compras exageradas e visitas a cadeias de lojas americanas. Mas felizmente a chuva não veio para ficar, por isso não percam as cenas dos próximos capítulos. :)

































estou completamente apaixonada e a suspirar constantemente. até já fui ver preços de vôos. quero tanto fazer esta viagem! mostra mais que eu quero ver <3
ResponderEliminarEu fui com expectativas até ao tecto e mesmo assim senti me extasiada :) adorei adorei! Que bom rever estes passos, como se tivessem sido os meus! Beijinho grande
ResponderEliminarRaquel,
ResponderEliminarNão é novidade que gosto muito das tuas fotografias. Dás-lhes personalidade. Embora, admita, esta cidade é um cenário bastante apelativo para quem gosta de fotografia. Os pormenores no meio de tanta informação chamam cada um à sua maneira. Porventura, apanhaste detalhes que outras pessoas não perceberam.
Um roteiro fantástico e, inevitavelmente, nesta cidade, há que se assumir a veia de turista, que é a verdadeira, e avançar de acordo com as nossas curiosidades.
Venham os próximos passos, então :)
Um beijo.