Esta é a primeira semana do desafio que fiz a mim mesma para vos mostrar o que ando a fazer.
Esta decisão foi apenas há dois dias e ontem estive a fazer coisas para algo que continua no segredo dos deuses (que prometo revelar-vos em breve), por isso decidi mostrar-vos algumas fotografias que revelei esta semana.
(a Nélia e o Ricardo, na sua visita ao Porto em Setembro)
Em primeiro lugar, tenho de dizer que estou um bocadinho (muito) surpreendida com a qualidade deste rolo de filme. Tem mesmo aquelas cores que eu gosto, a intensidade que procuro nas minhas fotografias analógicas e a linguagem com a qual gosto de conversar.
(um sábado de passeio pelo meu Porto)
Já aqui disse que sou maluca por cores e gosto muito que as minhas fotografias mostrem as minhas cores, as mesmas que vejo quando fotografo e foi das vezes em que consegui alcançar isso mais facilmente. Além disso, este é um filme que dá destaque aos tons mais avermelhados da fotografia, tons esses que, na minha opinião, emitem uma característica mais vintage naquilo que retrata. Dizem também que este é um filme que deve ser utilizado em dias mais solarengos, pois é assim que consegue engrandecer esses mesmos tons mais vermelhos e quentes. E foi assim mesmo que me apaixonei por estas cores.
(apresentação do 12 em Coimbra)
Por outro lado e como deu para notar pelo tempo que me alonguei com ela, esta camera deu-me que pensar. Para quem não entende muito do assunto, a fotografia é feita de luz, da quantidade que entra pela objectiva/lente. Na sua maioria, as cameras fotográficas têm uma maneira de medir a intensidade da luz, designado por fotómetro, que nos permite ter a consciência daquilo que vamos fotografar e da luz que vamos precisar para obter a nossa visão.
(tarde quente entre amigos, tão bonitos e felizes - foi no dia seguinte a ter tatuado o meu elefante)
Ora, o fotómetro desta camera estava avariado, por isso podem imaginar a minha dificuldade de fotografar com ela. Nada que não se resolvesse com a aplicação ideal no telefone e uma enorme paciência, claro. Confesso que não tenho muito disso e confesso igualmente que me demorei mais neste filme exactamente por essa razão. Mas aprendi muito e algum tempo depois já conseguia avaliar mais claramente que tipo de luz estava e o que precisava de alterar para atingir os objectivos que queria.
(a minha doce e querida Joana, o meu maridão palerma mais giro)
Sim, fotografar em analógico tem muito que se lhe diga. É preciso pensar antes de fazer, é preciso ter alguma paciência para compor e mostrar exactamente aquilo que queremos. Não é tão imediato como o digital, mas arrisco-me a dizer que me marca duma forma permanente. E talvez seja isso que eu gosto tanto na fotografia analógica. :)
P.S. Obrigada ao Nuno do Sítio do Cano Amarelo pelo empréstimo e confiança na sua Olympus OM-1. E vão lá buscá-la, que vale mesmo a pena!















Adorei as fotografias!
ResponderEliminarPS: Será que me podias tirar uma dúvida? Como pões o teu menu (Terapia, Música, Viagens...) da maneira que está? :/
Agradecia pela atenção!
Amy, foi o We Blog You que desenhou o blog, por isso se calhar é melhor perguntares por lá! :)
Eliminaré uma das coisas que quero experimentar este ano, fotorafar a analógico. Há algum tempo que sinto o bichinho a morder :)
ResponderEliminarGosto muito do ar vintage das fotorafias :)
♥
Arrisca, arrisca! :)
EliminarQue paciência a tua para as fotos analógicas. O mais difícil é ter que esperar que termine o rolo para ver o resultado.
ResponderEliminarA sério que não é um problema. Depois fico feliz com os resultados e surpreendo-me por ter tirado essas fotografias. :)
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