Hoje, é esta a música que me enche os ouvidos, talvez por estar embrenhada em histórias e querer ditá-la, por este som dizer tudo aquilo que é mais complicado de explicar por mim mesma. É algo estranho estar a ouvi-la sem parar agora, porque é daqueles álbuns aos quais volto sempre e, como single, nunca me tinha chamado tanto a atenção, mas a verdade é que hoje finalmente entendi o significado que lhe dou. Há músicas que só fazem sentido em determinado momento.
Para mim, esta canção fala de sonhos, de conquistá-los e de seguir-lhes o mote, fala daqueles que nos inspiram e enchem os passos de certezas, assim como os nossos pais nos motivam a ganhar asas e voar. Dos conselhos que nos abraçam a alma, que revelam que é difícil continuarmos sozinhos, mas é necessário. E, no fundo, o nosso provável inimigo só reside dentro de nós. E, lá bem no fundo, é quando estamos sozinhos que nos encontramos.
[e, quando vi a Luísa ao vivo, lembro-me bem como aquele coro final me arrepiou até ao tutano]
Mom says it's cold outside
And she worries waiting at cold
Dad says its dark outside
shouldn't be there on our own
Because the mysteries in the wonders of the world
Are too hard
Are too hard
And someday we all be on our own
And you'll be too much
Too much
I'm not afraid outside
Because the thing doesn't hurt no more
Se knows my name by heart
I've seen her many times before
Because the mysteries in the wonders of the world
Are too hard
Are too hard
And someday we all be on our own
And you'll be too much
Too much

Quando se permitem apontar uma das minhas características (ouvir, sempre que me parecer obrigatório, a mesma música de forma abundantemente repetida), penso que lhes faltou, algures, a música certa. Aquela que nos toma, aquela que, como dizes, nos arrepia até ao tutano. Excelente partilha esta :) Um beijo
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