Têm 7 anos e vivem com a Rita quase desde então. Encontrou-as com cerca de 2 meses de idade, numa caixa deixada à porta da sua clínica, no começo clássico de tantas outras histórias deste género. Eram 3 fêmeas: a Formiga preta, a Cigarra malhada e com ar rafeiro, e uma outra irmã, que era tricolor e bem mais "adoptável", tanto que foi a primeira a ser mimada-para-sempre.
Ao contrário dessa escolhida, a preta e a malhada lá ficaram, desde o início até ao final desse mês de Outubro, à espera que alguém fosse capaz de se apaixonar pelas meiguices que eram capazes de oferecer. Naquela altura, Rita começava há pouco tempo a viver numa casa só para si, dando os passos iniciais na vida adulta. Vendo que as meninas continuavam esquecidas, "quem (para casa) leva uma, leva duas", e foi assim que as acolheu.
Desde logo, quis dar-lhes um nome de uma dupla, tal como Bucha & Estica ou Bonny & Clyde. Num momento de epifania, orientou-se pelas cores e sentou-se com as suas escolhas, que assentam como uma luva das personalidades de cada uma. Mesmo que indirectamente, a formiga trabalhadora inspirou o nome da Formiga, mais activa, energética e ligeira, enquanto que a cigarra preguiçosa influenciou a gata Cigarra, mais mandriona, relaxada e ociosa. E com a mesma origem, educação e ambiente, estas meninas revelam personalidades completamente diferentes.
Assim, a Formiga é a gata sociável, a primeira a aparecer quando chega alguém a casa e a primeira a pedir festas. Faz pose para nós nos chegarmos a ela, é amigável e um verdadeiro mel de meiguice. Chega a tornar-se "chata" quando quer mimo e até com pessoas estranhas ao seu núcleo não deixa de ser uma doçura só.
Por outro lado, a Cigarra é tímida e não se dá a ninguém que não seja a dona-mãe, a quem é eternamente fiel e segue para onde for. Uma vez em casa e sem assistência, apega-se à Rita com lealdade, adoração e um apreço que não tem preço, com poses de lontra dedicada à sua mais-que-tudo.
Como veterinária que é, a Rita sabe também que os gatos são uma verdadeira caixa de surpresas, pois têm personalidades únicas e são imprevisíveis. Contrariamente ao que se pensa que os gatos não podem ser ensinados, eles podem e devem ser educados e são influenciados pelo ambiente, temperamento e comportamento dos donos-pais, entre outros aspectos desconhecidos pela maior parte das pessoas. À semelhança do que acontece com os cães, os gatos são o espelho dos seus donos.
Neste caso, a Formiga e a Cigarra são um reflexo do equilíbrio bom que vivem, da tranquilidade, da calma e da segurança que sentem permanentemente, aconteça o que acontecer, seja o que for. Não são agressivas, porque não vêm agressividade. É desta forma que definem a melhor das relações entre as três, de simbiose, respeito mútuo e convivência feliz.
Conheçam, então, Formiga e Cigarra, lindas, doces, carinhosas e leais, como muito poucas que já vi. E, não querendo ser suspeita mas já sendo, são mesmo como a minha amiga Rita, das emoções boas em carne viva.
P.S. Quem ainda não sabe quem é a Rita, deviam ir ali espreitar o Remédio que fiz da história dela. :)













Que lindas gatas! Adorei o texto e as fotos são maravilhosas e mostram toda a doçura dessa relação e a meiguice da Formiga e da Cigarra! :)
ResponderEliminarSe for possível ser groupie de blogs, passei-o a ser com este novo formato <3 Gosto muito e vou acompanhar com (ainda mais) fidelidade.
ResponderEliminarQue bom! Vamos lá ver se conquisto mais uns animais jeitosos para fotografar :)
ResponderEliminarFotografias maravilhosas :)
ResponderEliminarGrandes ideias resultam em grandes feitos. É o caso como, de resto, era expectável. Das fotografias não me vou alongar, senão que estão excelentes como sempre. E fazem justiça à beleza da Formiga e da Cigarra. Depois, o texto é o laço final. Gostei bastante :)
ResponderEliminarQue ideia tão gira :) e essas bichas são mesmo adoráveis, tão queridas *
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