Às vezes digo às pessoas que só comecei a escrever há pouco tempo, mas o segredo é que isso não é verdade. Faço-o desde que tive o meu primeiro caderno-diário, algures em 1996 e pela altura do meu primeiro namorado a sério. E, se o primeiro dos cadernos tinha coisas infantis a explicar todos os detalhes da vida pré-adolescente (e assim sucessivamente), rapidamente passaram a apontamentos de memórias escritas e outras prosas importantes.
Por outro lado, a poesia entrou na minha vida pelo braço atento do meu avô poeta e, aos 15 anos, estive mesmo para ter um livro meu cá fora, só de poesia. Sempre escrevi o que sentia e, se nessa altura era a nível poético, havia coisas que não deixava de anotar, principalmente nos momentos em que me sentia mais triste, pois isso potencializava o poder da escrita. Hoje, o dia em que encontro estas minhas confidências e as decido partilhar, vejo também a capacidade latente de alguns textos e percebo porque tive pessoas a incitarem-me a escrever o meu primeiro livro. É, sem dúvida nenhuma, o meu segredo mais bem guardado e o melhor do meu dia.

wow, íncrivel. nunca consegui manter um diário à séria. Só no meu secundário consegui manter alguma rotina em escrever (e era sempre sobre os meus amores e desamores).
ResponderEliminarAcho mesmo bom manter um diário, quando escrevia sentia que era o melhor desabafo de todos ... mas a preguiça que agora habita em mim, não me permite! x) ahah
já escrevi muito! Beijinho grande com saudades :)
É a melhor das maneiras para desabafar e exercitar o músculo da escrita, prometo ;)
ResponderEliminarEste post encheu-me o coração. Também guardo os meus cadernos/diários. Tantas memórias e tantos sonhos. ;)
ResponderEliminarÉ bom saber que não sou a única :)
ResponderEliminarestou a "passear" pelo te blog e a apaixonar-me aos poucos.
ResponderEliminarAchei deliciosa a ideia de teres nesses caderninhos memórias e pensamentos com tantos anos (quase) quanto eu.
beijinho