(música para as corridas felizes)
Às vezes acho mesmo que estou a dar em maluca por estar tanto tempo fechada sem falar com ninguém. Ontem, saí finalmente de casa e fui ter com os meus amigos de sempre e para sempre. Antes de sair, no entanto, deu-me um ataque manhoso de neura, sem saber o que vestir, sem saber que batom escolher, sem me entender no meio da maluquice. Acho que estava com medo de criar demasiadas expectativas com uma saída que podia não corresponder e fiquei com aquele sentimento de culpa de ter saído do trabalho, de ter deixado o que tinha dito que ia fazer para trás das costas. E sim, estranhei-me lá fora. [e lá estou eu a complicar tudo de novo]
Mas depois valeu a pena. Mas depois ri-me muito e deixei o tempo passar por mim. Mas depois vi pessoas que já não via há muito tempo e isso encheu-me o coração, por saber que ninguém se esquece, seja como for. Mas depois consegui falar do trabalho sem ele me pesar e ficar orgulhosa de mim e daquilo que tenho alcançado. Ficar muito orgulhosa de mim. E saber que isso é o que mais compensa nesta loucura toda.
Aqui me confesso: estou cansada. Mas também vos garanto que é daqueles cansaços bons, duma dor gratificante, de quem corre por gosto. E tenho a certeza que estou perto da meta, sinto-lhe o gosto bom e está quase.

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ResponderEliminarTudo isto aqui é terapêutico. O teu blog. Tu. Se calhar porque ultimamente ando um bocadinho como tu: cansada e tem dias que tudo em mim me irrita, a minha roupa, os meus batons, o meu cabelo. Saio de casa e sinto-me como várias Vanessas a sairem do meu corpo, confusa, estranha, perdida.
ResponderEliminarMas depois venho aqui e tudo fica sempre um bocadinho melhor.
Obrigada, mesmo mesmo muito!*
ResponderEliminarO cansaço suporta um trajecto, muitas vezes um ou mais projectos. Todos padecemos, feliz ou infelizmente, desse pormenor.
ResponderEliminarSossegar não é sinónimo de parar ou estagnar. Tudo importa.
Que chegue a meta. E divirta-se com os frutos! :)