O tempo é uma coisa engraçada.
Faz-nos rir duma coisa que já nos fez chorar e chorar duma coisa que já nos fez rir. Faz com que coisas bem leves ganhem o peso necessário para as carregarmos na bagagem das emoções. Faz com que as pessoas importantes deixem de o ser. E voltem a ser, de novo, importantes. E também apaga pessoas ou repara outras. Faz-nos pensar, reflectir sobre épocas passadas. Mas também nos faz esquecer.
Depois existe o tempo nas relações. "Vamos dar um tempo" sempre me pareceu uma coisa extremamente perversa e irrealista. Todas as pessoas envolvidas naquela relação sabem que "um tempo" é apenas uma desculpa para que o fim seja alongado e adiado. Indefinidamente. Não acho justo para quem é sincero, e acaba por ser muito mais duro do que o luto prematuro. Chora-se e pronto. Está feito.
Como pessoa "hiper impaciente" que sou, nunca tive muita paciência para esperar. Quero tudo para ontem e sou adepta do ditado: "quem espera, desespera". Confesso que, muitas vezes, fui injusta com pessoas e situações pela minha impaciência com o tempo. Ainda assim, isso não significa que consumo as coisas com rapidez, pois gosto de me demorar na degustação dos momentos importantes. Gosto de aproveitar ao máximo.
O tempo é mesmo uma coisa engraçada. Faz-nos mudar de ideias e aceitar.
P.S. Durante o tempo veraneiro, os posts por aqui vão ser mais espaçados, apenas para aproveitar outras paragens. Bom Verão, pessoas queridas!

Sim o tempo é também uma ilusão mas provoca-nos todas estas sensações.
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