O quinto dia da nossa viagem começou, então, na viagem de carro de Mali Losinj para Cres e depois no ferry até à Croácia continental. Há qualquer coisa no mar que me leva sempre a respirar fundo, a lembrar-me do sítio onde pertenço e a aproveitar o momento. Acalma, alivia e recompõe. Foi exactamente isso que senti nestes dias, em que a alma reconcilia-se com as feridas que carrega e volta à tona para recuperar o ar.
Depois, seguimos viagem até Rovinj, sempre com o nosso fiel Gonzo, a companhia de todas as nossas viagens. [e para quem o conhece, não se preocupem que não o perdemos ou nos esquecemos dele e em breve faremos um post com o protagonismo todo que ele merece]
Quem pensa que as águas cristalinas já se extinguiram, não podia estar mais enganado. À chegada de Rovinj, muitos são os barcos que habitam o azul turquesa que encontra o verde nos nossos olhos. Como uma cidade da península da Ístria, a maior península do mar Adriático e que engloba a Croácia, a Eslovénia e a Itália, Rovinj (ou Rovigno em italiano) fica ali mesmo ao lado de Itália e já fez parte do Império Romano, Bizantino, da República de Veneza e até do Império Austro Húngaro. Outrora uma vila de pescadores, hoje é um centro turístico popular, o segundo preferido de todo o país, mas ainda retém a actividade piscatória.
Depois do almoço nesta cidade, o nosso destino era a praia de Lone Bay, a mais bonita e conhecida na zona. Como parte do parque florestal Punta Corrente ou Golden Cape, uma das atracções naturais mais importantes de Rovinj, já se podia prever o encanto daquilo que iríamos encontrar por detrás da floresta que atravessámos. E sim, é tão bonito e incrível como parece e foi a paragem perfeita para aquela tarde.
Foi assim que recuperámos energias com o sol na pele e o ar fresco que se respirava em Lone Bay. Ao final do dia, seguimos até Pula, que encontrámos já no lusco fusco e o cansaço era tanto que nem deu para espreitar a cidade. A direcção era o descanso que encontrámos aqui, uma casa que foi exactamente aquilo que procurávamos: bonita, limpa, confortável e segura. [a propósito, actualizei o último post também com o nosso alojamento em Plitvice e Mali Losinj, para os curiosos e aqueles que procuram sítios por lá]
No dia seguinte, o dia acordou-nos com uma chuva torrencial que nos impedia de ir passear pela cidade. Na hora em que abrandou, saímos logo para ver se conseguíamos dar uma volta, mas a verdade é que a chuva não nos deu tréguas e acabámos por ver apenas a Arena, o anfiteatro que faz lembrar o belo Coliseu em Roma e, mais uma vez, uma memória aos vizinhos italianos.
Espero que tenham gostado das cores bonitas destes dois dias. E bom fim-de-semana, pessoas bonitas! :)





















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