Lembro-me bem do primeiro dia que ela veio cá para casa. Andava há meses a tentar convencer o meu maridão (na altura meu namorado) que tínhamos espaço para adoptarmos um cão. Sempre adorei animais, especialmente gatos porque eram os meus companheiros familiares, mas, depois da última perda, os meus pais ficaram com um desgosto tão grande que não quiseram ter mais nenhum. Mas, do meu lado, quis sempre ter mais. Sabia a companhia que os animais faziam, sabia o amor que nos tinham e a capacidade que têm em fazer-nos ser mais empáticos, mais carinhosos.
Assim que o Pedro deu o "sim" desejado, pus-me a ver cães para adoptar e, de imediato, apareceu-me uma fotografia da Badu, que tinha acabado de ser posta no Facebook. Estava toda suja e enlameada, mas tinha um olhar que me roubou o coração imediatamente e, desde logo, soube que tinha de fazer parte dos meus dias. Em 15 minutos, a Badu já era nossa.
Quando a vi pela primeira vez cá em casa, toda a tremer no meu sofá, soube que esta miúda me ia mudar a vida. Durante o primeiro dia, ela tinha tanto medo que não saía de debaixo de uma cadeira e eu, deitada no chão, falava com ela calmamente, enquanto a deixava ter tempo para assimilar tudo. Ao final dos 3 primeiros dias, ela já me seguia para todo o lado, mesmo se tivesse o rabo entre as pernas. E só no final do primeiro mês é que deu confiança para que o Pedro lhe fizesse o primeiro carinho.
Lemos todos os casos de maus tratos e sabíamos o que tínhamos a fazer, inclusive que teria de dormir num sítio só dela, para que se habituasse à sua casa nova. Rapidamente entendemos também que há regras para todos os cães e nós só devemos ser consistentes com as nossas, tratar os nossos animais sempre da mesma forma. Naquele mês, chorou todas as noites incessantemente e esgravatou a porta da casa de banho onde estava, até que a luz do dia chegasse e ela pudesse descansar. Ela chorava de um lado e eu chorava do outro, porque com aqueles uivos, ela não dormia, mas nós também não e nós pensávamos se estaríamos a fazer algo mal, já que provavelmente ela estava a ficar com um trauma para a vida e nunca mais iria confiar em nenhum de nós. Ao fim de um mês, trouxemo-la para o nosso quarto e ela dormiu descansada, assim como nós, e nunca mais fez nenhuma asneira.
A Badu é uma medricas, mas, assim que se dá às pessoas, é a cadela mais doce que já conheci. Sabe agradecer-me todos os dias com aquele olhar que derrete qualquer coração. Com esta miúda, aprendi a sorrir sempre que vejo outros animais. Com esta miúda, percebi que gostava mais de gatos até a conhecer. Com esta miúda, todos os dias volto a encontrar a meiguice e a ternura de alguém que permanece comigo, haja o que houver, seja o que for, sem limites, sem julgamentos, sem distâncias. E, com esta miúda, aprendi o que é o amor incondicional.
(fotografia do tio Fred)
Obrigada minha doce. E parabéns. :)P.S. depois de muitas perguntas: a Badu é da melhor raça, Rafeirinha da Silva. :)








Parabéns à Badu e a vocês que a adoptaram! A Badu tem um ar tão doce e carinhoso. Temos um cão com uma história muito semelhante, é um medricas mas um doce e leal companheiro. :)
ResponderEliminarParabéns Badu, és linda ♥
ResponderEliminarE parabéns a vocês por terem a sorte de ter esse olhar para vós diariamente ☺
Oh, ela é linda e muitos parabéns!
ResponderEliminarowww que Linda!! Parabéns à Badu e parabéns aos pais dela que foram sábios e pacientes, pois adotar um animal é muito mais difícil do que parece, pois esses traumas ficam para a vida infelizmente. Mas, nós temos os nossos também e se soubermos respeitar cada um na sua individualidade, vivemos todos bem.
ResponderEliminarEu ainda sou dos gatos, mas um dia quem sabe, não terei uma Badu? :) Beijinhos!
Linda :) Também adotei a minha pintas e foi a melhor coisa que podia ter feito!
ResponderEliminarOh pá, que coisa mais linda! Esse olhar... meu deus.
ResponderEliminarParabéns à Badu.
ResponderEliminarEm cada fotografia percebe-se a meiguice o amor sem condições. Pelo olhar que tão bem defines em cada imagem e, melhor ainda, em cada palavra. As paixões sobrevivem e ajudam a sobreviver. Parece-me, foi o caso.
A Badu, tal como a minha cadela, rafeira. Mas, em tempo algum, uma questão.
Continuação de dias bonitos e felizes à bonita Badu e a quem a trata tão bem.
Um beijo.
é tão tão bonita a badu! e de facto tem um olhar irresistível :)
ResponderEliminaruma das minhas gatas também é uma mariquinhas, tem medo de tudo e todos e quase nunca ninguém (fora eu) a vê. mas é a gatinha mas doce e companheira do mundo, tem o miar mais suave e doce e faz-me tão feliz :) e é bom sentir que também consigo que ela seja a gatinha mais feliz do mundo, com muito mimo, muita conversa e, claro, boa comidinha ;)
♥ Os Rafeirinhos da Silva sempre foram a melhor raça! :))
ResponderEliminarParabéns à Badu *festinhas*
A Badu é linda.
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