"O maior cego é aquele que não quer ver"
É certo que existem muitas ideologias negativas, mas, se há coisa que me entristece, é o Racismo. Não consigo perceber as percepções sociais que se baseiam pelas características puramente biológicas, como a cor da pele, dos olhos, a altura, as crenças ou os costumes. Não consigo entender as preferências que se centram nas raças, nem concebo a ideia de que alguém se acha superior por ser distinto. Para mim não dá. Não percebo como é que alguém consegue odiar de forma tão ignóbil, o que motiva alguém a detestar e isolar uma outra pessoa, só pela pele que a veste.
Não entendo os estereótipos sociais e raciais. Gosto de pensar que vejo o melhor que os outros têm, mas que eles também o mostram a quem quiser ver e essa foi a razão pela qual escolhi a psicologia como objecto de estudo. Vejo as pessoas, conheço as suas histórias e sei o que há por detrás delas, o que cada uma tem de bom. Não consigo perceber a maldade sem fundamentação, só centrada em algo que não tem razão de ser. E, por isso, descarto o Racismo e dói-me só por pensar que existem pessoas capazes de se deixarem levar por estes estereótipos e preconceitos.
Em Portugal, o SOS Racismo é a associação que se refere a estas questões, que defende algo que deveria ser uma preocupação de todos nós. De 17 a 19 de Outubro, o SOS Racismo, em parceria com a Fare Network e com o apoio da Câmara Municipal do Porto, organiza a 1ª Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista (MICAR), que decorrerá no Pequeno Auditório do Teatro Rivoli. Criaram a oportunidade para sensibilizar outras pessoas, para criar outras oportunidades e fazer história com algo diferente, mas, para isso, precisam da contribuição de todos os que puderem e quiserem acreditar com eles. Para isso, elaboraram uma campanha de crowdfunding, algo que podem ver aqui, para que todos nós possamos ajudar e apoiar.
Eu apoio a MICAR. E vocês?
P.S. Há mais de um ano entrevistei a Joana, cara do Projecto Catapulta e uma das representantes do SOS Racismo em Portugal, mais especialmente no Porto. Vejam tudo aqui.



A minha dissertação de mestrado andou à volta das questões da etnicidade e descriminação racial... estudei um bairro que tem ciganos, mais precisamente um grupo de jovens ciganos que fazem teatro do oprimido. Essas temáticas interessam-me bastante. Fiquei curiosa com a MICR.
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