As razões são as mais diversas: um filme ou uma música que nos tocou particularmente, uma queda menos feliz que nos fez um ferimento doloroso ou o fim de um relacionamento que, mesmo que tenha sido pequeno, foi muito sentido. Em jeito de curiosidade, o ser humano chora cerca de 250 mil vezes ao longo da vida.
De facto, o choro surge antes da linguagem falada como uma expressão mímica para comunicar as emoções: a criança chora para transmitir fome, dor ou quando apenas precisa de atenção. Conforme cresce, a criança vai-se apercebendo que com as lágrimas pode controlar determinadas situações. Depois, quando já adulta, verifica que, ao chorar, pode dar a impressão de fragilidade, sensibilizar outras pessoas ou emitir um pedido de ajuda.
Existem 3 tipos de lágrimas: as de base, com uma função fisiológica, de lubrificação e anti-séptico (concentração de sal como um desinfectante), evitando que os olhos sequem; as de reflexo, que agem como resposta a coisas irritantes como a cebola e o pó; e as emocionais, que mostram os sentimentos genuínos. Em comparação com as outras, estas últimas são detentoras de mais proteínas e hormonas ligadas ao stress, e, tanto quanto se sabe, são exclusivamente humanas, ainda que os animais chorem, sem lágrimas.
O acto social do pranto depende das culturas; por exemplo, em funerais é aceitável e até desejável. Já na religião islâmica, só o homem pode chorar em público e as mulheres têm de se recolher à intimidade para o fazer. É ainda associado erradamente a pessoas mais emotivas e vulneráveis, que sentem e interpretam a realidade duma forma mais sensível e impressionável. É conhecido que as mulheres têm as glândulas lacrimais mais activas que os homens: se estes demonstrarem as emoções colocam-se em situações de risco, pois o choro transmite fraqueza e encoraja os outros a atacar.
"Um homem não chora."
Segurar as lágrimas é sinal de auto-controlo e força, algo valorizado positivamente. Mesmo assim, todos sabemos: não há nada melhor para uma boa limpeza do mal que vai cá dentro do que um choro intenso e libertador. É uma descarga física e emocional com um poder imenso, a forma mais natural que o corpo tem de reagir a uma crise, podendo ser melhor do que muitos tranquilizantes.
P.S. As Curiosidades desta semana continuarão no tema!

Eu adoro ouvir choro....é dos meus estilos musicais preferidos uma boa roda de choro :D
ResponderEliminarArmando